Hey, a gente costuma se perguntar quem vai pagar a conta da crise climática, u-hum. Mas você já parou pra pensar em quem está lucrando com o aquecimento global?
Novas rotas de navegação no ártico
O derretimento das geleiras do Ártico tem contribuído para a elevação do nível do mar e o recuo do gelo marinho. Isso tem favorecido a criação de novas rotas de navegação, que nos próximos anos devem transformar o comércio internacional com o encurtamento de até milhares de quilômetros na distância entre a Europa e a Ásia. Enquanto as viagens marítimas devem ficar mais rápidas e com menor consumo de combustível, o aumento de navios que circulam pela região deve pressionar o (sensível) ecossistema local.
Os invernos mais quentes da história
O aquecimento em zonas historicamente muito frias também tem favorecido a expansão de fronteiras agrícolas e comerciais. Na Rússia, por exemplo, o derretimento do permafrost (tecla SAP: solo permanentemente congelado) tem aberto novas áreas cultiváveis na Sibéria. Já na Groenlândia, o degelo tem tornado mais acessíveis os depósitos de terras raras e reservas de petróleo. Em algumas regiões do Canadá, os invernos menos rigorosos favorecem a agricultura e reduzem os custos com aquecimento urbano. Vale lembrar que isso vem acompanhado de enormes custos ambientais.
Empresas preparadas para o pior
Outros setores que vivem um boom são os de engenharia e infraestrutura resiliente especializados em adaptação climática ou reconstrução. Eles transformam riscos em lucros operacionais e são essenciais para prevenir desastres ou restaurar localidades afetadas por eles. Entram nessa conta a construção de barragens, muros costeiros e sistemas de drenagem, além dos planos emergenciais para moradias provisórias e reconstrução de vias e acesso.
Também é possível citar as empresas de climatização e refrigeração, seguradoras que criam novos produtos e reajustam valores em áreas de risco para alagamento e incêndio, e o setor farmacêutico e hospitalar, que atende um número crescente de pacientes afetados pelo clima ou por doenças relacionadas a ele.
Pausa pra hidratação
Calma, isso não quer dizer que todos esses setores estão torcendo contra o meio ambiente. Alguns estão fazendo do limão uma limonada. Por aqui seguimos acreditando que algo pode (e deve) ser feito pra cumprirmos a meta do Acordo de Paris. Afinal, a transição pra uma economia de baixo carbono é um dos caminhos pra reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera e virar esse jogo.
Criamos um Canal de Transmissão no Instagram. Espie aqui!