Se o seu leit* é feito de aveia, por que seu look não pode ser feito de cogumelos? Do prato pra passarela, está surgindo uma inovação que pode ajudar a reduzir o impacto ambiental da indústria da moda.
Os resíduos da moda
Na contramão da montanha de 60 mil toneladas de roupas descartadas no deserto do Atacama, no Chile, que pode até ser vista do espaço, uma solução criada por pesquisadores chineses se propõe a diminuir o desperdício e os resíduos têxteis. E pasmem, esse tecido tecnológico é vivo.
A solução que vem dos cogumelos
Cientistas dos Institutos de Tecnologia Avançada de Shenzhen desenvolveram um material feito a partir do micélio (tecla SAP: uma estrutura presente nos fungos formada por filamentos finos e ramificados). A iniciativa pode até não parecer tão nova assim, já que cogumelos têm sido usados há anos na produção de alternativas ao couro e à seda depois de passarem por um processo de secagem e esterilização.
Porém, o plot twist é que esse novo tecido é feito a partir de organismos que permanecem ativos mesmo depois das etapas de produção, como aplicação de proteção UV, tingimento e confecção das peças. Assim, os vestuários se tornam autolimpantes, com capacidade regenerativa, modificáveis através da adição de diferentes tipos de fungos ou leveduras, e, de quebra, biodegradáveis.
Desvendando essa tecnologia
Mas não pense que as roupas vão ganhar vida própria e sair andando por aí, rs. O micélio passa por um tratamento para se manter em estado de baixa atividade metabólica. Quando necessário, ele pode ser estimulado a voltar a germinar através da aplicação de uma solução nutritiva.
Usada de maneira pontual, a técnica permite que o tecido se autorrepare, reduzindo a necessidade de costura. Ainda há a possibilidade dessa tecnologia ser utilizada também em projetos arquitetônicos. Imagina ter um telhado que se conserta sozinho. U-A-U.
E quem diria que pequenos organismos, como fungos, bactérias e algas poderiam ser parte do combate à crise ambiental, não é mesmo?
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