Seria a longevidade nossa próxima obsessão? Viver muitos anos já é praticamente uma figurinha carimbada nas rodas de conversa sobre saúde & nutrição. Mas não estamos mais falando apenas de Blue Zones ou se é possível chegar aos 100 anos. Afinal, as pessoas estão vivendo mais do que antes e ponto. O que queremos saber é: como estaremos quando chegarmos lá?
Entendendo os protocolos de longevidade
Talvez nossos bisavós e tataravós não tiveram a oportunidade de entender que a velhice, ops, maturidade, pode (e deve) estar acompanhada de músculos fortalecidos, mobilidade, cognição, energia e intestino funcionando adequadamente. Por isso, esse papo tem começado beeeeem antes, lá pela faixa dos 30 ou até menos. Antes falávamos sobre a importância da hidratação pra turma 60+. Agora, o lance é discutir sobre os protocolos de longevidade.
Você deve ter notado que o biohacking saiu dos laboratórios do Vale do Silício pra aterrissar nas redes sociais, u-hum. E haja vocabulário pra lidar com tantos termos e conceitos: jejum intermitente 16:8, banho frio, banheira de gelo, NMN em jejum, resveratrol, controle do cortisol, wearable pra medir a qualidade do sono e por aí vai.
Mas pra tudo isso dar certo é preciso que tudo seja feito com orientação profissional, monitoramento constante e conhecimento técnico. Afinal, entre o hack e a evidência científica existe um oceano de desinformação.
E as evidências científicas?
Compostos como NAD+, NMN e resveratrol têm sido usados em cosméticos ou fórmulas com a promessa de retardar o envelhecimento atuando nos processos celulares. Porém, as evidências científicas ainda são limitadas. Não se sabe, por exemplo, se os cremes com NAD+ penetram profundamente na pele e promovem a reparação das células. Já as pesquisas com a suplementação de NMN e reveratrol seguem mais avançadas, mas estudos clínicos em humanos não apresentam evidências positivas de longo prazo.
Recentemente, o cortisol chegou a se tornar meme no TikTok. Geralmente fruto do estresse crônico, quando ele está alterado pode interferir na produção de outros hormônios e afetar o metabolismo. Aí surgem fadiga, insônia, ganho de peso, queda da imunidade… Isso é real. O problema está nas soluções mágicas que prometem baixar os níveis de cortisol e acalmar as glândulas adrenais.
E é exatamente aqui que a ajuda profissional vai nos guiar por esse mar aberto.
Por dentro da Nutrição 3.0
Estamos em uma nova era e explicamos tudo pra você. A nutrição 1.0 dizia "coma frutas e verduras", já a 2.0 defendia o "personalize a dieta por objetivo". Mas com a 3.0, a conversa é outra. A nutrição de precisão ultrapassa o conceito tradicional da personalização. Além de considerar idade, gênero e histórico clínico, ela incorpora condições momentâneas nessa análise: ciclo circadiano, estresse, microbiota, hormônios e até o estado mental.
Na prática, cada organismo responde de forma diferente aos alimentos, exercícios, descanso, etcetera. E, por isso, o plano alimentar deve respeitar essas individualidades. Estamos mais informados e em busca de soluções específicas para questões como saúde intestinal e performance cognitiva. Aí ganham força ingredientes com maior comprovação científica, melhor biodisponibilidade e rótulo mais limpo (tipo as caixinhas de Nude).
Alguns ingredientes da longevidade
Quando o assunto é longevidade, algumas respostas são certas:
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Proteína nas refeições: a nova pirâmide alimentar norte-americana (que já falamos por aqui), indica a necessidade de consumir proteína ao longo do dia pra manutenção dos músculos após os 40 anos, pra imunidade e pra recuperação física.
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Fibras + proteína: essa combinação passou a ser considerada essencial para melhorar o microbioma, controlar a glicemia e reduzir as inflamações associadas às doenças crônicas.
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Antioxidantes: consumir alimentos como cúrcuma, frutas vermelhas e azeite. A curcumina, por exemplo, é estudada por reduzir a inflamação de baixo grau ligada também ao envelhecimento.
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Matcha: o chá verde em pó não serve apenas pra fazer bebidas instagramáveis. Ele é um dos alimentos com grande concentração de substâncias associadas a longevidade e saúde celular. O EGCG e a L-Teanina também ajudam a combater os radicais livres.
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