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O custo (invisível) dos bons hábitos

O custo (invisível) dos bons hábitos

Já estamos em agosto e todo mundo decidiu correr atrás das resoluções de ano novo (& das orientações dos profissionais de nutrição), rs. Porém, pra cada novo hábito adotado, uma revisão do plano alimentar é necessária. 


A mudança de hábitos

Deixar o sedentarismo de lado, dormir melhor, fazer exames de rotina, iniciar a terapia, cozinhar a própria comida, viajar mais, reduzir gastos… São decisões que mudam a vida pra melhor, mas algumas (ou todas) delas exigem uma atenção especializada no quesito nutrição & alimentação.


O caso do tabagismo

E a gente te explica isso com um exemplo clássico: parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento contra o tabagismo no SUS, um crescimento  de 95% em relação a 2022. E os benefícios são muitos, como melhora na oxigenação, olfato e paladar, menor risco cardiovascular e mais dinheiro no bolso. Por outro lado, o ganho de peso é um velho conhecido de quem abraça esse tipo de mudança.


Desafios

Com mais pessoas abandonando o cigarro, surge o desafio de equilibrar a cessação tabágica com o manejo do peso corporal. E pra acompanhá-las é preciso entender o que está acontecendo no organismo. Não é questão de força de vontade, nem de deslize no plano, nem de descuido. A nicotina pode aumentar o metabolismo basal e, consequentemente, o gasto energético. Assim, o mesmo prato de comida de antes vira um excedente calórico silencioso.

O apetite também muda. Antes reduzido, ele é reestimulado pelo sistema de recompensa do cérebro que procura dopamina em outros lugares, como a comida, pela palatabilidade melhorada dos alimentos e pela queda da oxidação lipídica.


Plano de ação

E tudo isso é esperado, explicado e, se bem manejado, tende a ser temporário. Aí é necessário procurar um nutricionista pra revisar o plano alimentar. Ajustar a densidade calórica antes de alterar o volume de alimentos, identificar os gatilhos do comportamento alimentar, priorizar a proteína (alô Nude TudãoShake Proteico Nude), estimular a prática de exercícios físicos e normalizar esse processo, reduzindo a ansiedade e os episódios de recaída ou compulsão.


Reduzindo o consumo de álcool

E também é hora de brindar às mudanças com um drink (sem álcool, por favor). Você já deve ter notado que o consumo de bebidas alcoólicas por aqui e no mundo vem caindo, principalmente entre os mais jovens. E isso joga completamente a favor da nutrição, abrindo uma janela de oportunidades quando o assunto é saúde. 


Cenário atual

O movimento também conhecido como sober curious está ganhando força. Segundo relatório da IWSR de 2025, consumidores que bebem com menor frequência já são maioria em 15 dos principais mercados globais, incluindo o Brasil, e o segmento de bebidas sem álcool deve crescer até 7% ao ano até 2028. Ah, e essa decisão tem mais relação com escolha do que com saúde (ou a falta dela). 

Por muito tempo, os coquetéis e afins foram apontados como uma importante ferramenta de socialização. Não por acaso, os mocktails já têm um lugar cativo no cardápio de bares e restaurantes. E mais, essas bebidas podem se tornar mais funcionais com o uso de ingredientes bioativos, como gengibre, cúrcuma, hibisco, matcha, água de coco, kefir…


Oportunidades

O que torna essa tendência interessante do ponto de vista clínico e nutricional não é só a ausência do álcool, mas o que substitui. Ao trocar o drink por um mocktail funcional bem formulado, a pessoa não está apenas reduzindo um fator de risco. Está adicionando compostos com ação anti-inflamatória, adaptogênica ou probiótica à rotina de forma prazerosa, social e sustentável, e isso pode favorecer a adesão a longo prazo. 


Mudar é preciso

Decidir pelo caminho dos hábitos mais saudáveis gera um paradoxo entre a vulnerabilidade de abrir mão de um comportamento antigo e a motivação de colocar uma mudança em prática. E é com conhecimento, estratégia real e nenhum julgamento que um profissional de saúde pode fazer a diferença nessa transição.




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