Juarez Gomes é formado em gastronomia e toca a ótica da família, mas foi parar no mundo do café especial da maneira mais improvável de todas. Por aqui, estamos ansiosos pra compartilhar essa história nada comum.
Hey Juarez, como você conheceu o café especial?
Bem, sou de Ribeirão Preto e durante a faculdade de gastronomia juntei uma grana pra passar uma semana em Sâo Paulo. A ideia era sair pela cidade comendo, bebendo e conhecendo lugares diferentes. Foi assim que acabei parando nas cafeterias de café especial.
Como você entrou nesse mercado?
É uma história fora do comum. Estava namorando há um bom tempo e decidi que era hora de me casar. Marcamos um café pra acertar os detalhes, mas acabei levando um pé na bunda. O dono da cafeteria me viu triste, colocou a mão no meu ombro e perguntou se eu não queria trabalhar lá. Depois que saí, arranjei outro emprego na área após bater o carro e parar em uma cafeteria pra espairecer, rs.
Conta mais pra gente.
Perdi um relacionamento, tive prejuízo com um carro, mas ganhei uma carreira que não imaginava. Aprendi muita coisa na raça, durante o dia a dia da cafeteria. Trabalhando com hospitalidade também descobri algo que nem eu sabia: Adoro criar laços com as pessoas e compartilhar conhecimento, principalmente, com o consumidor final. Então, comecei a ministrar workshops e treinamentos. Nesse meio tempo, precisei assumir os negócios da família e a parte operacional do barismo acabou ficando pra trás.
E como foi participar do 1º desafio do Clube do Latte?
Eu tinha acabado de voltar do Festival Baiano de Cafés quando vi que havia recebido uma caixa da Nude com produtos e o convite pra criar uma receita autoral. Não sou do tipo de pessoa que participaria de um campeonato de barismo por conta da pressão do tempo. Mas como estava na tranquilidade da minha casa, decidi arriscar. Fiz tudo de última hora, na data limite da participação, rs.
Como surgiu a ideia da receita?
Me inspirei no calor e na tropicalidade de Salvador pra juntar caju e coco com um toque caramelizado. Vi também um editorial de uma revista com uma pegada mais vintage e acabei usando umas referências dos anos 80 também. Pra unir tudo isso, utilizei técnicas da gastronomia com as do barismo. Assim surgiu o Tostado Tropical Nude.
Pra gente finalizar esse papo, o que você acha da relação da Nude com os baristas?
Ah, pra mim, a Nude é da galera. Sempre está envolvida com a comunidade, apoiando treinamentos e eventos. Conheci a marca bem no início e logo me impressionei com a qualidade, o sabor e a textura do Nude Barista. Como intolerante à lactose, ela me fez fazer as pazes com as bebidas com ~leite~. É isso.
Baristas, profissionais do café & coffee lovers, façam parte do Clube do Latte!